‘Fim dos loucos contentes
Das fotos que mostram os dentes.
Das roupas claras sob a pele,
De dar amor que nos repele.

Fim da vida sem limites
De tentar pertencer às elites.
Da terapia em forma musical,
De um futuro feito na horizontal.

Fim das noites sonolentas
De solucionar com águas bentas.
De acreditar que eu sou um erro,
De ouvir que venho do desterro.’

Nesta mesma página apaga-se o cigarro
Já na adolescência era considerado bizarro.
Ignoro, imploro: deixem-me ser assim,
Só quero ter direito a escolher o meu fim.