Rebentas entre os dedos dos corajosos,
Que na tua fúria azulada se vão inspirar,
Emprestas-lhes a tua sábia maresia,
quando a ti se tentam confessar.

De ti pescam, e saltam ideias,
Seres marinhos, mitos encantados.
Com baldes coloridos inocentes levam-te,
para construir castelos, aos bocados.

Tu que nos deixaste navegar,
Salpicando outros da nossa cultura,
Vês em ti nadar necessidades,

Os humanos são impossíveis de salgar.

E apesar de a tudo dares vida,
E de preciosas vidas levares,
És vitima do teu próprio ditado,
E de todas as fases lunares.

Que todas as areias, tuas crias,
De todas as falésias que amaste,
Não ceguem a tua eterna Lua,
Pois só pela sua luz te domaste.