Lang Leav

Durante dias andei às voltas com um poema. Se aquela mensagem deveria ser expressa em inglês, se em Português. Se deveria sequer ser expressa. Ainda hoje não o sei. Talvez toda esta luta de não o conseguir acabar seja a resposta. Decidi, por isso, procurar inspiração. No dia do meu aniversário, na maior livraria Londrina, lembro-me de ter perdido uma boa hora em apenas três estantes. Na realidade, a minha vontade era a de me sentar naquele mesmo chão e ler toda a poesia do mundo. Não o fiz. Andava há meses à procura daquele que iria ocupar um lugar especial. O de primeiro livro de poesia na minha pequena estante. A escolha não estava fácil. E nesse dia era impossível escolher. Vim de mãos vazias, mas de cabeça cheia de nomes. Há três noites houve uma súbita necessidade de voltar a uma das poetas que tinha lido em Piccadilly. Lang Leav. Lembro-me de como a simplicidade com que escreve me conquistou. Como os assuntos não fogem ao que sente ou sentiu e que tanta, senão mesmo toda, a humanidade vive. Lembro-me de como me fez sentir criança.

Com o seu livro na mão, não consegui resistir a lê-lo todo. Devagar. Como que a saborear. Não consegui também resistir a lê-lo mais duas vezes em poucas horas. É difícil escolher apenas um dos seus poemas.

Ando sempre a reclamar como a literatura do século XXI me preocupa, aqui está a feliz prova de como no campo da poesia não há nada a apontar.

Mas o meu poema, continua por finalizar.

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