Após a glória no futebol e a celebração da canção, sabíamos finalmente o que significava ser ‘a nação valente e imortal’.

E depois veio o fogo.

E a destruição.

E o medo.

E com ele a coragem dos bombeiros que deixaram os braços das suas famílias para ir salvar as de desconhecidos. Testemunharam o inferno, enfrentaram-no de frente.

E nestas alturas de maior pesar pergunto-me porque escrevo. Perante determinadas situações palavras não parecem chegar. Um ‘obrigado’ não é suficiente, ‘os meus pêsames’ nada muda. Em poucos dias foram dois os incêndios que aterrorizaram os portugueses, quer em Portugal quer no Reino Unido. E entre as cinzas do que desapareceu, ficaram as meras palavras, os videos, as fotografias de uma dor que um incêndio extinto deixará bem acesa nas nossas memórias.

Dois incêndios, dois países. E hoje, porque os amamos, estamos de luto pelos dois. E as palavras que pelas redes sociais lhes chegam, continuam a não chegar.