As palavras bebem-se

As palavras bebem-se,

as que correm pelas ribeiras

que se encontram no mar

vão banhando quem deixa

e os que não se querem molhar.

 

Do gargalo da garrafa

entre folhas de jornais

pelo copo de cristal

as palavras bebem-se

para escrever os finais.

 

Assim se perdem,

assim apelam à necessidade,

As palavras bebem-se

e conquistam-nos

pela sua naturalidade.

 

São 60% de nós

entram-nos diretamente

nas mais simples células

hidratam-nos de prazer

não sabemos ser sem elas.

 

As palavras bebem-se

e são dadas a beber

Matam a sede

De quem tem sede de saber

São a mais primária forma

de continuar a viver.

 

 

 

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