Livros que nos desconstroem

‘Qual é o teu livro/autor favorito?’. Se há pergunta que me é feita quando digo o que estudo é esta. Dou sempre a resposta mais fácil, digo que é uma pergunta perigosa. Enquanto a minha faceta demonstra a sua dificuldade. Talvez por não conseguir escolher apenas um.

Seria fácil revelar o nome de Stiefvater, a autora que aos quinze anos me permitiu juntar as peças. Da paixão escolher profissão. Ou até mesmo J.M. Barrie e o seu Peter Pan. Hoje não chega.

Junto uma pequena lista de livros que dizem o que não está escrito, como Fiesta: The Sun also Rises (1926). Que dependem da interpretação em The Turn of the Screw (1898). Onde é difícil pegar, como o caso do monstruoso narrador que amamos em Lolita (1955). Entre eles sobrevivem satíricos, Orwell (1903-1950) e Vonnegut (1922-2007), pelo seu esforço na mudança de ideias. São narrativas que desconstroem o critico e o leitor regular.

Não excluo Saramago, nem mesmo Afonso Cruz. Não incluo os poetas por não os contar por livros, mas por sensações onde me volto a redescobrir.

Quanto mais nos desconstroem, mais tempo demoramos a descobrir que é preciso sempre mais e mais conhecimento para que possamos algo justo construir.

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