Escolhi as palavras como cura e caminho. Dou-lhes somente uso a tentar remendar. No fundo, com o desejo que consigo o vento as possa levar. Que cheguem a braços abertos, que as possam abraçar. Que celebrem o que nem sempre posso celebrar. Que marquem a minha presença onde não posso estar.

Vão-me enchendo o vazio, mas sei que não o lugar. Esforço-me para que quando o dia chegar, elas possam contar. E aliviar o pesar. Ergo-me nas palavras e deixo-me levar. Para o caso de por as ter escolhido, já nada me restar.