Falling Star

I always

believed

in bright

falling stars,

and I still

wish for them

no matter how far.

 

In the plane

or in the car

I touch

the window

lost

in my own

memoir.

From my

headphones

rises the sound of

a guitar,

it easily reaches

my lonely

scar.

 

I wonder

where you are,

if I can close

my hope

of your

existence

forever in

a glassy jar.

 

But

tonight

I will keep

waiting

for my

falling star.

 

 

 

 

Lang Leav

Durante dias andei às voltas com um poema. Se aquela mensagem deveria ser expressa em inglês, se em Português. Se deveria sequer ser expressa. Ainda hoje não o sei. Talvez toda esta luta de não o conseguir acabar seja a resposta. Decidi, por isso, procurar inspiração. No dia do meu aniversário, na maior livraria Londrina, lembro-me de ter perdido uma boa hora em apenas três estantes. Na realidade, a minha vontade era a de me sentar naquele mesmo chão e ler toda a poesia do mundo. Não o fiz. Andava há meses à procura daquele que iria ocupar um lugar especial. O de primeiro livro de poesia na minha pequena estante. A escolha não estava fácil. E nesse dia era impossível escolher. Vim de mãos vazias, mas de cabeça cheia de nomes. Há três noites houve uma súbita necessidade de voltar a uma das poetas que tinha lido em Piccadilly. Lang Leav. Lembro-me de como a simplicidade com que escreve me conquistou. Como os assuntos não fogem ao que sente ou sentiu e que tanta, senão mesmo toda, a humanidade vive. Lembro-me de como me fez sentir criança.

Com o seu livro na mão, não consegui resistir a lê-lo todo. Devagar. Como que a saborear. Não consegui também resistir a lê-lo mais duas vezes em poucas horas. É difícil escolher apenas um dos seus poemas.

Ando sempre a reclamar como a literatura do século XXI me preocupa, aqui está a feliz prova de como no campo da poesia não há nada a apontar.

Mas o meu poema, continua por finalizar.

Fortune Teller

One, two, three

You choose

what you want to see

of me.

Pink, red, blue, green

You open

what you know I’ve been.

One, two, three, four

Don’t want to be

either/or anymore.

Red, blue, pink, green

I won’t be

what you want of me.

And in one, two, three

I wait for the moment

I’ll be unfolded,

whole,

and free.

The promise I can’t keep

It was a short necklace

with a golden bird on it.

In a book I found its meaning,

which scared me more

than I could admit.

I saw it at the airport,

Aware I’m not infinite,

I had given you my word,

But even for you

I couldn’t quit.

When you look into my eyes,

And ask me for my finger,

I touch the bird and cheat,

while remembering

the promise

I can’t

keep

Distance

Dictating where they both are,

Inflaming the quietest soul,

States her presence on a scar,

Tattooed on the guilty bole.

And wishing upon a star,

Not being completely whole,

Caring less about how far,

Echo filled in what she stole.